19/11/07

Macacos no sotão....

Gorillaz CMYK Vinyl Figures



Ok...
Não estão no sótão....
Estão no escritório e ficam mesmo bem na prateleira....
Agora vou ouvir o D-sides que acabei de sacar....

17/10/07

Fátima

Não vou falar de religião, nem de futebol, nem sequer de Fado.
A Fátima está acima disso tudo.
É simplesmente minha amiga. Daquelas que posso chamar amiga à boca cheia.
A Fátima foi a 1ª pessoa que entrevistei.
Ela esta nervosa (penso que seria o seu 1º emprego como webdesigner), eu estava nervoso pois nunca tinha entrevistado ninguém.
Gostei do portfolio e dela. Ela ficou a trabalhar comigo.
Erámos a modos como colegas de carteira, daqueles que quando um arrota o outro se peida.
Descobrimos com o tempo que tinhamos muito em comum.
A música, a animação, as ganzas, a bd. Tinhamos sempre do que falar.
Foi a fátima que me apresentou o soulseek, e eramos os reis do download ilegal naquela agência.
Às vezes não tinha pacência para o rock industrial dela e imagino que ela às vezes não tivesse pacência para o meu pop meloso.
Mas sempre nos entendemos.
Com a chegada da bruxa má do Oeste (Inominável não tens nem nunca hás de ter lugar neste blog)o negócio da internet começou a dar para o torto.
Eu despedi-me e ela foi despedida uns tempos mais tarde (é o maravilhoso mundo da publicidade).

Nunca perdemos contacto,embora hoje seja mais complicado.
Ela é mãe de um Eduardo. Eu sou pai de Um Vicente e de um Gaspar.
Vamo-nos sempre mantendo a par dos ultimos sons, dos ultimos animes e afins.

Esta banda foi ela que me deu a conhecer...

Fátima és "uma bela Amiga"...

15/10/07

Dolly , uma mulher de peito



Estava no outro dia a ver um episódio da versão americana do "the office".
O episódio acabava com um dueto de karaoke entre Michael e Jim a tentarem cantar "islands in the stream".
Esta música não me sai da cabeça já há vários anos.
Nos tempos da Rádio Nostalgia, ouvi-a dezenas de vezes, a Xana gostava de ouvir aquele posto (ela é que manda no rádio da cozinha).
Pelo que sei a música é dos Bee Gees (Agrupamento musical que gosto muito de ouvir quando estou bêbado), mas a versão que me ficou no ouvido sempre foi a da Dolly Parton com o Kenny Rogers.
Nunca fui muito virado para o Country, mas lembrei-me que a Dolly (não é a ovelha), faz parte da minha juventude.
Quando um gajo falava em mamas na escola vinha sempre à baila a Dolly Parton.
E mais, eu achava que eram naturais...
Mas isso não interessa,Se se lembrarem bem ela estava lá, no Live Aid ao lado do Michael Jackson e do Willie Nelson a cantar "We are the World".
Alguém se lembra do filme "Das 9 às 5"? Ela estava lá.
Lembram-se do Reagan Presidente? Ela estava lá.
Dos Posters da Bravo? (Espera essa era a Samantha Fox).

Hoje estou mais para o madurito, e dá-me para isto.
Vou à net e saco um Best of...
A Dolly está no meu coração e agora também está ilegalmente no meu MPCoiso.



06/09/07

Uns parabéns engasgados

UM ÁLBUM: THE BEEKEEPER – TORI AMOS (2005)

Tenho as palavras tristes. Em vez de exultarem de alegria pelo teu aniversário, como mereces, ficam-se por primeiras sílabas, baralham-se, confundem-se, tropeçam umas nas outras e caem. Onde podiam enaltecer o humor, a boa disposição, a originalidade e outras características que te são peculiares, soltam simples murmúrios, inibem-se, calam-se.

Tenho as palavras débeis, quase mudas, sérias, egoístas. Quando deviam focar-se em ti, com sorrisos, elogios, com alguma sátira e umas quantas frases disparatadas, fogem para lugares inóspitos e sombrios. Ainda por cima, sabem-no bem, tu és a luz dela, e é muita a que irradias, porque te sobra sempre alguma para iluminares, sem poupanças de energia, sem pedidos de devolução, sem exigências, aqueles e aquelas que te admiram e sentem conforto na tua presença. Teria as palavras fundidas, não fossem os dois a fornecer-lhes alguma luz.

Tenho as palavras cruzadas, por riscos que prendem como grades. Se conseguisse, ousava libertá-las para se orgulharem da tua amizade.

Tenho as palavras surdas. Se assim não fosse, estariam, por certo, a expressar-se em música, uma das línguas que ambos gostamos de falar, mesmo que a falemos de maneiras diferentes. Nela vasculho vezes sem conta à procura de nada ou, quem sabe, de alguma felicidade, a única palavra que não se me engasga, talvez porque hoje te pertença a ti. Desfruta-a e continua a partilhá-la, como tens feito até aqui.

31/08/07

Desfeito em silêncio

...



O pequeno texto que se segue começou a escrever-se um dia antes. Estás lá, deitada sobre a cama, à espera que te aconchegue nos meus braços. Repetimos esse momento noite após noite, onze anos seguidos. Onze anos de aconchego. De conforto. De alegria, sóbria, contida, porque nem tu nem eu gostamos de excessos. Vou desligar o computador, há algo de errado com o texto. Se calhar amanhã apago-o. Sento-me ao teu lado e ficamos ambos a olhar para o escuro. Não me pareces mais triste. Não te queixas. Mas o texto...

Durante uns instantes, por muitas e nenhumas razões, este espaço calou-se. Atravessou a sua primeira grande crise existencial. Questionou-se com amargura se devia continuar. Levantou dúvidas sobre a sua própria utilidade. Caiu em apatia e indiferença, mas, por fim, ergueu-se para se desfazer em silêncio. Em silêncio reflectiu: o que poderia torná-lo diferente dos outros milhares que antes e depois dele nasceram? Só na diferença se revia, mesmo que apenas se satisfizesse a si próprio. Curiosamente, não a encontrou no seu propósito, a música. Encontrou-a nos que o inspiram, e descobriu que, afinal, eram eles que o tornava diferente. Eram eles a sua razão de existir. Aqueles seres específicos, não outros, não aqueles que não conhece. E assim volta a respirar. Em silêncio.

Era um prenúncio, não precisas de mo mostrar. Eu é que me desfiz em silêncio. Resolveste também calar-te. Nunca tiraste os olhos de mim, mesmo que os tivesses fechados. Vais mantê-los fechados, eu sei, mas não os tires de mim.

Regresso à música uns dias mais tarde. Ouço, sem ouvir, dezenas de músicas já ouvidas. Perderam-me o significado. Não consigo alcançá-las. Não me passam sequer ao lado. Estão todas distantes. Todas, excepto uma.

If I was young, I'd flee this town

I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight

Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down

And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide



Inexplicavelmente, sorrio ao ouvi-la. Repito e repito. Atento na letra. Não é assim tão mau, o silêncio. Repito. Recordo-te apenas no que me devo recordar. Nos dias anteriores ao dia em que o pequeno texto começou a escrever-se.


17/07/07

Concerto de solidariedade para as vítimas do azar

UM ÁLBUM: FOR ALL THE BEAUTIFUL PEOPLE – SWELL (1998)

Sinto-me determinado no combate àqueles que insistem em considerar a tal palavra como parte integrante da minha vida. Aqueles que, maliciosamente, segredam entre si, quando me vêem: olha, lá vai ele, o azar. A esses, aos que me confundem o nome, apenas lhes digo que tudo não passa de um mito. Os responsáveis por esta mentira vão certamente retratar-se. Um dia. Mas não hoje. Hoje, ao sair de casa, reparei que o meu carro tem dois pneus em baixo. Muito em baixo. Tão em baixo que em baixo fiquei. Ainda por cima, quando o assaltaram há uns tempos, levaram também a chave das rodas. Ou seja, não posso mudar os pneus.

Que se lixe. À espera do autocarro, colo os phones aos ouvidos, ligo o leitor de mp3, e tento esquecer ao som do álbum “Una volta” (2003) dos Devotchka . Um álbum que ainda não conhecia. E continuo sem conhecer. Ou o álbum só tem meia música ou então o mp3 pifou. Marou. Ontem também tinha acontecido. Pensei que fosse bateria e pu-lo a carregar. Pelos vistos, não era. Vou mandá-lo dar una volta.

Por falar em marar. O computador entrou em coma há quase duas semanas, e ontem à noite fiquei quase convencido que a eutanásia é a única saída. Por isso, não tenho aparecido por aqui. Mais cedo ou mais cedo terei que comprar outro.

Decido ser empreendedor e formar o movimento “Against Bad Luck Aid”. O objectivo é realizar um concerto com o intuito de angariar fundos para ser operado ao azar. Andei a sondar alguns nomes para actuarem no meu quintal, em dia a designar. Todos ficaram de me dar reposta. Convidei algumas bandas que gosto: os Hot Chip e os Social Distortion tocarão ao mesmo tempo os seus temas “Bad Luck”, os primeiros no palco principal e os segundos no secundário (no telhado da arrecadação). Para animar, Stuart Staples vai tocar, na íntegra, o seu primeiro álbum a solo: “Lucky Dog Recordings”, de 2005. E os grandes Cocteau Twins reaparecem, logo no meu quintal, para tocar “iceblink luck”:



O concerto encerrará, em ambiente de festa, com mais um efusivo regresso – o dos Verve. Já imagino o meu largo sorriso ao escutar os primeiros acordes de “lucky man”, ao sentir que a cura afinal é possível, ao perscrutar os rostos carregados de esperança dos milhares de pessoas que, nesse dia de glória, vão aderir ao evento.



O alinhamento, ainda incompleto, será conhecido brevemente e o espectáculo tem transmissão televisiva assegurada para todo o mundo. Mundo cão, queria dizer.

Estou a delirar, bem sei. Tento cair em mim, mas como se não bastasse o chorrilho de devaneios e clichés dos parágrafos anteriores, solta-se mais uma frase feita: um azar nunca vem só. Comigo vem sempre em grupo. Mas eu não me inclino perante ele. Tenho a certeza que a minha sorte vai mudar. Ou o meu azar. Ou isso. Também aceito donativos.

P.S. Ah, já me esquecia do SBSR. Já não vou a tempo. O que não faltam para aí são sites e blogs a falar sobre o festival. E há topes e tudo. Aqui fica o meu: Tv on the Radio, Interpol, The Gossip e X-Wife. Também não vi mais nada. A seguir, Incógnito. Uma bela noite, e nem um único azar para estragá-la. Estão a ver? Intriguistas!

03/07/07

O super rock, a super bock, o mp3, o percurso a pé e o autocarro ou vice-versa

UM CONCERTO: PETER MURPHY, NO COLISEU DOS RECREIOS (20/10/1995)

A esta hora já os meus companheiros de blog se divertem, digo eu, no primeiro dia do 2º acto do SBSR. Estão lá hoje, vão lá estar amanhã e vamos lá estar na quinta. Não resisti, é verdade. Se soubesse que algumas das bandas presentes iriam estar em Lisboa brevemente, pensava duas vezes. Preferia vê-los em concerto normal, é um facto, mas gosto de festivais. Ir a um festival é como se, em vez de irmos ver um filme a um cinema onde sabemos que as pessoas são civilizadas, optamos por ir ao Colombo ou às Amoreiras. A única diferença é que, decididamente, não frequento estes cinemas...Os festivais têm muitos inconvenientes: os milhares de pessoas que vão só porque vão, as multidões (que não gosto), as conversas do lado quando estamos a tentar concentrar-nos num concerto, os empurrões e as pessoas a passar-nos à frente, a confusão na entrada, na saída, nas necessidades fisiológicas (incluindo a comida e a bebida)...este é o último a que vou, digo sempre. Sou um mentiroso. Um fraco. Mas não estou com inveja de quem lá está, e é por isso que vou vibrar na quinta-feira com os TV on The Radio e os Interpol, e é por isso que gostava de ver Arcade Fire, LCD Soundsystem e The Rapture, revisitar os Jesus and Mary Chain, rever Maximo Park, etc.. Mas não estou com inveja, vou só ali buscar uma super bock e de quem é a vez de ir buscar agora cerveja?

Uma das exigências do novo emprego foi que largasse o carro e passasse a andar, de novo, de transportes públicos. Nada que me incomode. Não há muito tempo, ia de transportes para o trabalho e gostava, porque no trajecto podia fazer uma das coisas que mais gosto: ler. O problema, agora, é que quase metade do percurso é feito a pé. Ou seja, não dá muito jeito ler a andar, por isso troquei a leitura pelo mp3 (obrigado, miúda). E assim, nos últimos dias, tenho ouvido com atenção álbuns na íntegra, o que não sucedia há algum tempo. Esta semana, vá lá saber-se porquê, peguei na curta discografia dos TV on The Radio. Conhecia muito bem "Desperate Youth, Blood Thirsty Babes", que comprei mal foi editado em Portugal, em 2004. "Return to Cookie Mountain", também já me era familiar, mas não tanto. E, pelo caminho, algumas raridades. Até quinta.

24/06/07

Silver Jews e o mundo de David Berman

UM ÁLBUM: A RIVER AIN’T TOO MUCH TO LOVE – SMOG (2005)

Foi ontem projectado na Esplanada do Chapitô o filme “Silver Jew”, de Michael Truly. Faltei, por só hoje ter tido conhecimento. Não precisava deste pretexto para pegar na obra dos Silver Jews, até porque, pelo que li, não é pelo filme que se fica a saber o que quer que seja sobre a banda.

Os Pavement foram criados em 1990. Um ano antes, dois dos seus membros, Stephen Malkmus e Bob Nastanovich, formaram os Silver Jews, juntamente com um colega de universidade, o poeta David Berman. Com a edição do primeiro álbum dos Pavement, “Slanted and Enchanted” (nome inspirado num cartoon criado por David Berman), Malkmus dedicou-se, com sucesso, ao seu novo projecto, enquanto Berman transformava os Silver Jews num mundo seu. O segundo álbum, “The Natural Bridge” (1996), já não contou com a colaboração dos membros dos Pavement, ao contrário do que tinha sido planeado por Berman.

A história dos Silver Jews confunde-se com a especificidade e inspiração das letras e da música criada por David Berman. Mas confunde-se também, e muito, com o seu repertório de depressões e adição às drogas. Viveu, durante algum tempo, num estado quase miserável, e tentou suicidar-se há cerca de três anos. Perante este cenário, o regresso com o admirável “Tanglewood Numbers”, em 2005, foi surpreendente. “Punks in the beerlight” faz parte de um dos melhores discos que ouvi nos últimos anos.



Para além dos dois álbuns que referi, a discografia dos Silver Jews comporta ainda:

. The Arizona Record (EP – 1993)
. Starlite Walker (1994)
. American Water (1998, de novo com a contribuição de Stephen Malkmus)
. Bright Flight (2001)
. Tennessee (EP – 2001, com a participação de Cassie, a mulher de Berman)

Em “Tanglewwod numbers”, David Berman conseguiu reunir, para além da sua mulher, nomes como Malkmus, Nastanovich e o Sr. Will Oldham. Mas o mais extraordinário deste regresso foi o facto de, pela primeira vez na vida, os Silver Jews terem entrado em digressão. Nos muito intermitentes quinze anos de existência, os concertos dados contavam-se quase pelos dedos das mãos. A semi-inaptidão de David Berman para as actuações ao vivo é bem notória neste registo, gravado em Abril de 2006. “Trains across the sea”, de “Starlite Walker”, é uma das minhas músicas preferidas da década passada.



“Silver Jew” documenta, essencialmente, os passos de David Berman durante os dois dias em que a digressão da banda passa por Israel. Transcrevo o que foi escrito no Ípsilon, a propósito, na sexta-feira: “...vale por isso, pelas conversas com os fãs no final dos concertos, pelo abraço de Berman aos fãs, pelo seu choro quando lê uma oração junto ao Muro das Lamentações, por pormenores mínimos e desligados entre si, de uma humanidade tão minúscula mas premente que parecem impossíveis num «indie-rock-star» e só o são porque o sr. Berman não é deste mundo”. Para mim, felizmente, ainda é.

23/06/07

Discos que adoro Odiar I

Como tenho de trabalhar ao sábado e não gosto, aproveito para fazer as maiores inutilidades.

Lembrei-me de desafiar o meu colega bloguista para o seguinte:
Já que falamos tanto da música que gostamos, porque não falar daquela que não gostamos.

Começo então por aquela perolazinha que me ofereceu o meu tio, num aniversário qualquer:

Guilty - Barbara Streisand e Barry Gibb

Na altura não tinha o ouvido muito apurado, mas quando desembrulhei a prenda (é claro que era um disco)deparo-me com uma capa com 2 saloios de branco agarradinhos um ao outro.
Ele cabelinho à fodasse e de barba aparada, ela com a trunfa esgrenhada.
Nunca decidi qual dos 2 era mais horrível.
Para não fazer a desfeita ao meu tio ponho aquilo a tocar.
Levo logo com a musiquinha de elevador (espero nunca ficar fechado num a ouvir isto).
Tudo bem...Mas de repente eles começam a cantar.
Conheço esta vozinha de qualquer lado....
...Ah já sei é o gajo dos Beegees. Coitado, a gaja deve tê-lo apanhado sozinho no elevador e como ele não quis sexo, ela obrigou-o a fazer uns duetos.
Não posso falar muito da Barbara Streisand, parece que é famosa na américa e que fez uns filmes (não sei se envolviam cavalos).
Os Beegees até oiço se estiver bêbado o suficiente (sinto-me o travolta na disco).
Basicamente onde quero chegar é que o disco não é mau...É Péssimo.
Aconselho só a gajos que queiram impressionar mulheres mais velhas(mas dêem-lhes muito álcool antes de porem o disco a tocar).

Quero aproveitar para agradecer ao meu tio que para além de me ter arranjado os dentes estes anos todos(é dentista), me deu a conhecer o 1º disco que odiei.

Tomem lá os pombinhos em acção

O REI (ou quem é que manda aqui)

(UM DISCO: O DOS TRAVÕES)

Aqui o meu colega bloguista, aproveitando a minha falta de criatividade, tem tomado (e bem) conta da baiuca.

Pois bem, VOLTEI!

Com uma grande ressaca mas voltei.
E vamos por mão nisto, senão isto não se endireita...

Se havia coisa que eu gostava em puto era dos filmes que passavam na RTP à tarde.
Maior parte desses filmes eram de colheita americana dos anos 50 e 60.
Havia o Jack lemmon, o Jerry Lewis, o Tony curtis e mais uma data deles que agora não me ocorrem.

Foi nessa altura, entre o almoço e o "Gonçalo tens de ir fazer os trabalhos de casa!"
Que descobri o Elvis.

Se Havia filmes que eu gostava eram os do Elvis....

Têm de admitir, o gajo era o maior!
Não sei muito da vida dele, mas naqueles filmes descobri como é que um gajo podia ir parar à prisão, como é que se davam saltos encarpados duma rocha de 20 m para o mar no Havai,o que era Las Vegas, como se engatam gajas com pinta, o que era um cadillac e principalmente o que era o rock'n'roll.

O Elvis era e é o Rock em pessoa (Sim eu sei que era uma treta como actor).

Aqui há uns meses vi um documetário no biography channel intitulado "Elvis e as Drogas".
Fiquei parvo como o gajo viveu os últimos anos da vida dele.
Pelo que percebi o senhor tomava comprimidos para dormir, comprimidos para estar acordado, comprimidos para cima, comprimidos para baixo.
Ainda por cima parece que tinha quem lhos receitasse em praticamente todos os estados da américa do norte.
Dizia um médico no tal documentário: "Ninguém lhos recusava - Ele era o Rei!".

Acabou mal: Overdose.

Gosto de imaginar que se cá andasse estaria agora a gravar albúns produzidos pelo Rick Rubin como fez o Johnny Cash.

Hoje dei por mim a ver videos dele no youtube e lembrei-me que não escrevia nada no blog há alguns meses.
Pois bem aqui estou de novo a escrever este post inútil, mas acho que no meio de tanta banda "alternativia" fazia falta um gajo lembrar-se de quando era criança e de quando só haviam 2 canais de televisão e nem havia sequer o VHS e que o rock e a música já nos estavam no pelo.

20/06/07

Surdices do passado: Felt

UM ÁLBUM: TIGERMILK – BELLE AND SEBASTIAN (1995)

Os Felt invadiram-me os ouvidos na segunda parte da década de 80. A esta, nunca será necessário associar-lhe o século. Será, eternamente, a década de 80. Um pouco à semelhança de Lawrence, o grande mentor da banda, a quem nunca foi preciso associar o apelido (Hayward).

Nasceram em Birmingham, em 1979. Para além de Lawrence, o único membro que permaneceu na banda desde o início (apesar de não ser mencionado no primeiro álbum) foi Gary Ainge, o baterista. Ao longo de 10 anos, lançaram 10 álbuns:

. Climbing the antiseptic beauty (1981)
. The splendour of fear (1984)
. The strange idols pattern and other short stories (1984)
. Ignite the seven cannons (1985)
. Let the snakes crinkle their heads to death (1986)
. Forever breathes the lonely word (1986)
. Poem of the river (1987)
. The pictorial Jackson review (1988)
. Train above the city (1988)
. Me and a monkey on the moon (1989)

O único video oficial é “A declaration” (Live in concert, London, February 1987). A propósito, passaram pela Aula Magna nesse mesmo ano e eu não fui ver. Não só porque ainda não ia a concertos, mas também porque não estava familiarizado com a banda. Tive o prazer de conhecê-los mais ou menos por essa altura. Estavam perdidos no meio daquelas carradas de discos que surgiam lá por casa. Já escrevi sobre isso. O álbum chamava-se “Forever Breathes the Lonely Word”. Agarrei-o e agarrei os Felt, e continuo a sentir um prazer indescritível em ouvi-los.

São, também eles, e apesar de pouco mencionados, uma referência inquestionável em muita da música que hoje ouvimos.

Separaram-se em 1989 e Lawrence prosseguiu a sua carreira nos Denim e, mais recentemente, nos Go-Kart Mozart.

“Stained-glass windows in the sky” faz parte de “Poem of the River”.

15/06/07

Quando os fornecedores falham

UM ÁLBUM: DESCENDED LIKE VULTURES – ROGUE WAVE (2005)

Há uma semana atrás, estava entre o ir e o não ir. Confesso: quando os meus fornecedores de bilhetes falham, sou um verdadeiro pelintra. Deito-me a fazer contas à vida e pondero em demasia. As excepções são muitas, felizmente, porque adoro concertos. À falta deles, os ouvidos enferrujam-se. Por isso, quando quero ver, compro o bilhete, mesmo que não tenha dinheiro. Suborno alguém para mo comprar, faço beicinho, choradinho, de coitadinho, amuo e atiro-me para o chão. Tento esgotar todas as possibilidades. Uma vergonha.

Para o dia de sábado, no Festival Alive, ninguém se chegou à frente. Uma vergonha, também.

Mas como o “deslarga-me” também ia, respirei fundo e lá adquiri o bilhete, sem grande convicção, porque este não era dos imprescindíveis.

Hoje, a frio, estou entre o gostei e o não gostei.

Aos White Stripes preferia vê-los em concerto isolado. Não me desiludiram, mas foi curto, como o é quase sempre em festivais. Tocaram algumas músicas que não estava à espera de ouvir, só achei o final um bocado previsível. De qualquer forma, um bom concerto.

Não tinha expectativas para o regresso dos Smashing Pumpkins; antes pelo contrário. Seria diferente se soubesse que, em palco, iria estar a banda original. Fiquei surpeendido quando reparei no guitarrista, que tinha algumas semelhanças físicas com James Iha e na baixista, isso mesmo, uma baixista, porque assim até parecemos os Smashing Pumpkins de sempre. Tudo um bocado forçado, digo eu. O som estava mau, mas até soube bem ouvir alguns temas, principalmente o “set” acústico de Billy Corgan com “rocket”, “to sheila” e “tonight tonight”. De resto, senti-me pouco entusiasmado e pensei algumas vezes no concerto da praça de touros de Cascais. Já lá vão mais de 10 anos. Para o lançamento de “Zeitgeist“, ainda menos expectativas.

Do que estava mesmo a gostar era do concerto dos The Go! Team, que largámos a meio para ir assistir ao dos Smashing Pumkins. Uma pena...Irradiam, ao vivo, toda aquela onda de boa disposição que se sente ao ouvir “Thunder, Lightning, Strike”, de 2004.

Formados em Brighton, Inglaterra, têm uma base de 6 elementos, destacando-se as duas baterias e a vocalista, Ninja. Lançaram também o ep “Get it together”, em 2001 e preparam-se para editar um novo álbum, com data prevista de saída a 10 de Setembro. “Grip like a vice” é o primeiro avanço.



E é tudo quanto a festivais, para este ano. Em princípio. Para o ano logo se vê.

PS: Os And You Will Know us By The Trail of Dead tocam no Sudoeste…os Of Montreal também. Aumenta o rol de nomes apetecíveis, mas serão compreendidos?

10/06/07

My girl's birthday

UM CONCERTO: TIM BOOTH, NO SUDOESTE (08/08/2004)

Há alguns anos, neste dia de Primavera, nascia, fruto de um momento de inspiração de duas pessoas, uma menina. A menina cresceu, e fez-se mulher. Quis o destino que ela se cruzasse comigo. E, a partir daí, nada foi como dantes.

Obrigado por me teres deixado entrar no teu mundo, por partilhares, por me aceitares, por me fazeres acreditar em coisas que eu já tinha esquecido que existiam. A vida sem a tua existência seria bem diferente, para pior. Por isto e por muito mais, envio-te um grande beijinho de parabéns e, correndo o risco de me tornar repetitivo, uma musiquinha com dedicatória.


03/06/07

Estavas lá?

UM ÁLBUM: THE BESNARD LAKES ARE THE DARK HORSE - THE BESNARD LAKES (2007)

Fomos quase os primeiros a chegar ao Santiago Alquimista. Logo aí concluímos que não iria estar muita gente. Apesar de já existirem desde 1993 e de todos os seus álbuns terem sido recebidos com fervor pela crítica, e com razão, os Low parecem ser quase desconhecidos em Portugal.

Quase. Ainda assim, éramos alguns. E no final, deu para tudo. Até para o meu primeiro bilhete autografado. Pelo casal Alan Sparhawk e Mimi Parker. Só faltou o rabisco de Matt Livingston.

Foi um dos concertos mais bonitos a que assisti. Porque as canções dos Low são isso mesmo, bonitas. No final, quando tocavam Over the Ocean, pensei em ti. Farias anos hoje. Correu-me uma lágrima, que só tu sentiste. Estavas lá, não estavas?

Ao irmão de sangue

UM CONCERTO: EDITORS, NO SBSR (07/06/2006)

Vamos lá ver se me lembro. Numa daquelas raras noites de copos, que quase sempre acabavam em minha casa com ainda mais copos, desabafos e conversa, e música claro, que é outra conversa, resolvemos fazer um pacto de sangue. Não sei qual era o teor do pacto, mas nessa noite tornámo-nos irmãos de sangue. Andávamos a ver muitos filmes.

E aquele filme até podia ser desnecessário. Se há amizade que tenho a certeza que perdura para sempre é a nossa. E que dizer da banda sonora deste filme?

Os festivais, sempre com aventuras; o ccl, as cassetes na grafonola, litradas e guitarradas no campo de jogos e a kananga do Japão; os Fields of The Nephilim na viagem para o Algarve, o Bar do Xico e mais guitarradas; o quarto na Morais Soares e a aparelhagem de um lado para o outro; o metal em tua casa e os Ramones do murdoque murdaluco; no Bairro Alto, o naif, o sudoeste, o telmos, o clandestino; o café bagdabre; os sumáááááários da professora de história, porque aquilo era quase música, como música eram as aulas da professora Isabel Silva; o Tóquio e o Até ao Fim; os fins de ano; os bailes da escola.

Os caracóis; as minhas birras; as futeboladas na praia; a vala da costa; a noite da Níni, porque ela é um pouco tua; algumas, muito poucas, bebedeiras…

Inesquecível também aquela noite na costa, em que, munido de um ferro, desataste a matar uma série de poças de lama. Acabámo-la na esquadra, para onde fomos confortavelmente transportados por dois carros da bófia.



E muito mais para contar nestes quase 20 anos.

Como sabes, nunca posso esquecer o dia do teu aniversário. Por ti e por outra pessoa muito especial. Como tu.

Este é o dia em que, todos os anos, deixo de ser um ano mais velho. Parabéns.

01/06/07

E os Festivais que se lixem

UM ÁLBUM: IT´S A FEEDELITY AFFAIR – LINDSTROM (2006)

Este ano não vou ser festivaleiro. Naquele que será, talvez, o melhor ano de sempre para os festivaleiros que gostam de música. Subitamente, quando já tinha tudo programado para me dedicar, pelo menos, ao SBSR, com férias marcadas e tudo, eis que surge um novo emprego. Férias, nem vê-las. Festivais, nem ouvi-los.

Foram duas semanas intensas, que nem me permitiram vir até aqui…

Será um sinal? Afinal, eu é que já tenho idade para ter juízo. Juízo? Não ouvi bem, continuo um pouco surdo, e no próximo sábado, é quase certo, lá estarei para ouver o “casal” Meg & Jack White (pela primeira vez), os Srs. Billy Corgan, Jimmy Chamberlain e os seus novos amigos (pela terceira vez), e os The Go-Team.

E eis também o dia que anuncia a ida dos The National ao Sudoeste…a banda que mais me enche os ouvidos por estes dias. Boxer é um álbum de eleição. Mistaken for stranger é apenas um exemplo do quão viciante se pode tornar um disco…com Alligator aconteceu-me o mesmo.



Lentamente, o Festival Sudoeste começa também a aliciar: se pudesse, ia até lá para ver o regresso dos James, para rever, com muito prazer, Editors, e para ver, pela primeira vez, outros nomes que gosto: I’m from Barcelona, Camera Obscura, Noisettes, Ojos de Brujo, Bonde do Role, Patrick Wolf, The Streets, Air Traffic e Sondre Lerche. Para acalmar mais uma vez com os Koop. Para apreciar os Balla. E, claro, para vibrar com The National.

Eles que já passaram por Paredes Coura. Também ia até lá, ao melhor festival do país, pela primeira vez. New York Dolls, Architecture in Helsinki, Sunshine Underground, Cansei de Ser Sexy e uns tais de Sonic Youth. E muito por anunciar.

Mas não posso. O que posso, com toda a certeza, é ir até ao Santiago Alquimista amanhã. Lá estarei com os Low. Um momento aguardado há alguns meses.

P.S. Gostei do concerto de Bloc Party de há duas semanas. Só isso. Não chegou, ainda, para pegar novamente no segundo álbum. Prefiro recordar alguns temas de Silent Alarm. Decididamente, não é por eles que tenho pena por não ir ao SBSR…

18/05/07

É sexta, véspera de casamento, dia de concerto, fim do teu tormento

UM CONCERTO: THE SMASHING PUMPKINS, NA PRAÇA DE TOUROS DE CASCAIS (02/05/1996)

Amanhã, casa-se um punk. Não um punk qualquer. Um punk que nunca foi punk, mas que continua a sê-lo. Um companheiro de andanças musicais, há quase duas décadas, responsável por alguns dos gostos que ainda mantenho. Mantemos. E, para além de ser um dos meus melhores amigos, é também o dono do meu sobrinho. Desta vez tenho a certeza que vais ser feliz. Pelas vezes que não foste da outra, e por muitas mais.


“A weekend in the city”, segundo álbum dos Bloc Party, tocou-me aos ouvidos, mas, ao contrário de “Silent alarm”, não entrou. Ficou lá fora e não voltei a dar-lhe muita atenção, o que não quer dizer que, quando houver uma vaga, não mereça uma segunda oportunidade. Talvez amanhã, depois do concerto de logo à noite no Coliseu dos Recreios.

Concerto número dois, para mim e para o meu sócio, desde que aqui começámos a gatafunhar. Os bilhetes são cortesia do outro sócio, colaborador invisível deste blog, que por motivos profissionais não se pode deslocar à capital.


E a esta hora já contas os minutos que faltam. Foram só quinze dias, mas sabemos que te custaram. Afinal, não posso ir buscar-te ao aeroporto. Se ainda fores a tempo, guarda o “find the river”, dos R.E.M., na tua bagagem de mão. Vai fazer-te companhia durante a viagem…

16/05/07

I’ll dive for your memory

UM ÁLBUM: THE GLASGOW SCHOOL – ORANGE JUICE (1984, REEDITADO EM 2005)

Planeara revisitá-lo a 6 de Maio, dia do primeiro aniversário da sua morte. Os meus ouvidos distraíram-se e ocuparam-se de outros assuntos. Não há problema. As datas de qualquer morte não fariam mal em desaparecer do meu calendário.

Grant Mclennan morreu durante o sono, de ataque cardíaco, na sua casa em Brisbane, na Austrália. Tinha 48 anos. Pouco tempo depois, o outro fundador e compositor dos The Go-Betweens, Robert Forster, anunciou a inevitável morte da banda.

Foi em Brisbane, na Austrália, que nasceram, renasceram e duas vezes morreram os The Go-Betweens. Quando o fim foi anunciado, em 1989, poucos pensaram num hipotético regresso. Talvez mais tarde, como fazem outros, talvez mais tarde se juntassem para dar uns concertos…

Nunca vi os The Go-Betweens ao vivo. Um grande lapso na minha colecção de bilhetes. Oportunidades não faltaram. Actuaram em Portugal algumas vezes. Acreditei que voltassem, como se a Austrália estivesse a um passo. Eis uma regra para os concertos de quem gosto: nunca pensar que os vejo da próxima vez que cá vierem. Posso ter que esperar até não ter idade.

Após a separação da banda, Grant Mclennan colaborou nalguns projectos e lançou quatro álbuns a solo:

Watershed (1991)
Fireboy (1994)
Horsebraker star (1995)
In your bright ray (1997)

Surpreendentemente, os The Go-Betweens regressaram, e em grande forma. Reencontraram-se em 2000 para editar “The friends of Rachel Worth” (2000), “Bright yellow, bright orange” (2003) e o excelente “Oceans apart” (2005).

Começaram em 1977. O primeiro álbum, semi-oficial (reeditado em 2002), intitulou-se Very Quick On The Eye. Seguiram-se-lhe:

Send me a lullaby (1982)
Before Hollywood (1983)
Spring hill fair (1984)
Liberty Belle and the Black Diamond Express (1986)
Tallulah (1987)
16 Lovers lane (1988)

“Bye bye pride” faz parte de “Tallulah”:



Pelo meio, algumas compilações e um The Peel Sessions EP, em 1988.

Há uns tempos atrás não seria impossível chocar com Grant Mclennan numa rua de Brisbane. Hoje choca-se com a sua memória. O que não é pouco.

P:S. “Dive for your memory” é a última música de 16 lovers lane.

11/05/07

É sexta, e quando sair daqui vou cortar o cabelo

UM ÁLBUM: HISSING FAUNA, ARE YOU THE DESTROYER? – OF MONTREAL (2007)

É uma decisão que não interessa a ninguém e, pensando bem, não sei se estou assim tão precisado. Foi mais um pretexto para relembrar os Pavement, que ainda não tinham aparecido neste blog. Vão aparecer mais vezes. Não é uma falha, porque aqui quase só escrevo sobre o que gosto e os nomes surgem aleatoriamente. E, numa altura em que tantas bandas se reagrupam para ganhar uns trocos, estes senhores também podiam fazer o jeitinho.

04/05/07

This one’s for you

UM CONCERTO: NEW ORDER, NO SUPER BOCK SUPER ROCK (28/05/2005), E HOJE FOI CADA UM À SUA VIDA

Nos meus ouvidos existe um armazém onde músicas como esta não se desgastam nem envelhecem. Estão associadas a pessoas especiais e de vez em quando vou lá buscá-las. Depois reponho-as nas prateleiras, com muito cuidado, e assim se conservam para sempre. “This one’s for you” é de Ed Harcourt, é um pouco minha e é um pouco tua.



São só 15 dias e Bona até tem um nome parecido com Lisbonne (é uma private joke a fazer lembrar o vosso francês perfeito). Vais ver que não dói. Daqui a bocado já te vamos buscar ao aeroporto.